Mateus 6.12 -- Oração Dominical: "Quinta Petição"
Reflexões no Sermão do Monte • Sermon • Submitted • Presented
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Mateus 6.10
Mateus 6.10
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Introdução
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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v.12: “e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores;”
As vezes quando ouvimos ensinamentos sobre oração parece que ouvimos uma alegação de que a oração consiste de algo “fácil”. Mas não há sequer menção disso nas Escrituras.
É verdade que não precisamos obter méritos para entrar na presença de Deus. Decerto, achegamo-nos a um Deus que é nosso Pai. Tanto como é verdade que nos achegamos enquanto conscientes de que carregamos conosco pecado contra Ele, que não poucas vezes já apagaram (dirimiram) o brilhar de Sua graça sobre nós.
Sugerir que a oração deve sempre ser algo fácil aos olhos do pecador é, portanto, ingenuidade e um modo de pensar contrário aos preceitos bíblicos.
Nosso Senhor Jesus Cristo é mais realista, ensinando Seus discípulos a orar como lemos na quinta petição: “Perdoa-nos as nossas dívidas”. Ele sabe que nos achegamos ao nosso Pai com o fardo e a dor irritante da culpa. Ele nos ensina a manter o que antigos cristãos chamavam de “prestação de contas com Deus”.
Em outras palavras: “Pedimos perdão”. Damos nome às dívidas que, conscientes, sabemos ter, não mais tentando escondê-las do Senhor em nossa tolice. Nós as admitimos trazendo-as à tona, mencionando-as pelo nome em Sua presença e pedindo que sejamos perdoados.
Comentando o texto, Fergunson destaca algo interessante quando diz que:
“Jesus, todavia, ainda acrescenta uma condicional à petição: ‘Perdoa-nos as nossa dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores’. Isso é tão importante que Ele prossegue: ‘Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas’ (Mateus 6.14-15).”
Será que Jesus quer dizer que para recebermos perdão dependemos de concedê-lo? Isso soa contraditório a todo o restante do Novo Testamento, não é mesmo? Mesmo assim, Jesus assevera que se não perdoarmos ao nosso próximo, não se pode ter o perdão de Deus. Como compreender essa petição?
Há uma “chave” para compreender este ensino. Essa chave consiste em reconhecer que não recebemos o perdão divino porque perdoamos aos que nos ofendem, mas porque nos lançamos à misericórdia de Deus.
De todo modo, caso as palavras “assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” travem em nossas gargantas, se elas não podem ser ditas sem que os nomes e rostos daqueles a quem nos recusamos perdoar venham à mente, então a primeira parte de nossa oração “Perdoa-nos as nossas dívidas” cai por terra.
Ambas as partes são indissociáveis, pois o homem que sabe o que e quanto deve diante de Deus, enquanto volta-se a Ele por perdão é o recipiente de tamanha graça, de modo a ser, inevitavelmente, impulsionado a compartilhá-la com os demais.
Uma vez que Deus nos amou, devemos nós também nos amarmos uns aos outros com o amor demonstrado pelo perdão (1João 4.11).
Como aprendemos na parábola do Credor Incompassivo. O Reino dos Céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E os seus servos devem agir como o seu rei.
Lembrando o que Nosso Senhor ensina em Mt 5.43-48, mas especificamente no v.45, quando diz: “… para demonstrarem que são filhos do Pai de vocês, que está nos céus.” Perdoar como somos perdoados, tal qual nosso Pai que está nos céus.
